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segunda-feira, 4 de junho de 2007

× Protesto, Política Suja.




  • ×O povo e tratado como meros cordeirinhos e possíveis votos na próxima eleição.As outros não vêem pessoas, apenas consumidores em potencial.Os seres humano foram abolidos.Vivemos em uma época que não existe mais solidariedade apenas lucros, telespectadores, ouvintes.O que precisamos é uma sociedade mais humana mais solidária.
    Por exemplo: o que aconteceria se os políticos fossem obrigados a mandar seus filhos para hospitais públicos que eles próprios administram? Certamente que melhoraria muito o sistema publico de saúde.E se fosse o povo que escolhesse o salário dos políticos? Lógico que todas as reivindicações publicas seriam atendidas. Isso só nos mostra como vivemos em uma sociedade desigual.Por um lado uma classe política que so pensa em si própria quando deveria zelar pelo bem do POVO. Do outro um povo ignorante que não entende o poder que tem nas mãos. O povo é quem elege seus governantes, não o contrario.Mas como o povo não tem cultura, é claro que qualquer um que lhe de uma cesta básica e uma camiseta já ganha seu voto. Precisamos conscientizar o povo que ele faz a diferença, não a classe política. PROTESTO, POLITICA SUJA.


  • Texto por:Boina

    (segue agora o trecho de uma carta de um leitor do estadão):
    “Quem vai nos indenizar pela perda de esperanças, pelas mortes nas filas do INSS, pelo abandono do cidadão nos hospitais do SUS, pela falta de proteção a velhice, pela juventude sem perspectiva de um futuro melhor, pela infância desvalida, pela escola de péssima qualidade, pela vergonha, pelo cansaço, pelo desalento?
    Nossa luta é proceder de maneira digna contra a maré corrupta que nos afronta e rouba para pagar os juros exorbitantes dos bancos, os impostos absurdos, a vida boa da classe política, seus salários nababescos e suas mordomias.”

    Esse trecho demonstra tudo que o brasileiro sente hoje em dia.



  • A Verdade Maquiada

    A influência da publicidade é cada vez mais atuante sobre a população. Estimula o consumismo nada saudável, criam falsos ideais e visam somente o lucro próprio.
    O consumismo está em ascensão na sociedade. O “ter” virou uma necessidade, isso explica muito o que passa, ou não, nos jornais. A sede de sempre mais compras e produtos é o alvo de muitas empresas publicitárias. Bom senso e a ética estão sendo esquecidos.
    Além de criar falsos ideais e necessidades que não condizem com a realidade (principalmente com a realidade da população brasileira que já é usurpada constantemente por políticos corruptos e injustiças do tempo colonial) a publicidade cria a idéia de que comprando o produto, a felicidade é uma conseqüência.
    A intenção dos porcos capitalistas é unicamente o lucro. A publicidade, que a principio deveria ter um papel social responsável já que muitas vezes é uma formadora de opinião principalmente das camadas mais baixas do povo e das pessoas sem informação (as que não querem saber), se deixa manipular.
    A publicidade nos ataca e brinca com os nossos desejos, cria falsos ideais e piora o consumismo. As pessoas precisam enxergar isso e realmente entender a verdade por trás daquele comercial com a garota gostosa ou o garoto do momento. A publicidade está maquiada não se deixe enganar, pois “a publicidade é o cadáver que parece sorrir”.


  • Texto por: Gigi



  • Para Uma Educação Além do Capital

    Pautadas para atender a um aluno idealizado a partir de um projeto escolar elitista, meritocrático, homogeneizador, as escola produzem quadros de domesticação. Por processos compensatórios e de normalização a escola proclama o seu poder e propõe, sutilmente com base em características devidamente selecionadas pelo sistema capitalista como positivas, a eleição arbitraria de uma identidade de rótulos que regula suas práticas educativas e a promoção de seus alunos. Contrariar a perspectiva de uma escola que se pauta por esses padrões impostos pela ideologia capitalista é fazer a diferença. No desejo de assegurar a homogeneidade dos alunos, destroem-se muitas diferenças. Mas a identidade fixa, estável, acabada, própria do sujeito cartesiano unificado e racional está em crise e a idéia de uma identidade móvel, volátil e capaz de desconstruir o sistema de significação domesticado, elitista da escola atual, está se construindo. De certo que as identidades naturalizadas dão estabilidade ao mundo social, mas a mistura, a hibridização, os diferentes as desestabilizam, construindo uma estratégia provocadora, questionadora e transgressora de toda e qualquer fixação de identidade.
    A escola tem resistido a mudanças de pensamentos, conceitos e fazem com que ela escape pela tangente e se livre do enfrentamento necessário pra essa mudança com sua organização pedagógica excludente e ultrapassada. A adaptação escolar predefinida pelo professor ensina o aluno a ser dependente e limitado, negando-lhe oportunidade de construir conhecimentos, segundo as suas capacidades. É ainda uma maneira de manter a velha fórmula de decidir pelo outro, de impor-lhe um padrão de superioridade ou inferioridade, estabelecidos por relações de poder/saber hegemônicas, que controlam de fora o que o aluno pode ou não ser, aprender e conhecer. Assegurar o direito à não domesticação é ensinar a incluir todas as outras formas de conhecimento e, se a escola não tomar para si essa tarefa, a sociedade continuará perpetuando a exclusão nas suas formas mais sutis e mais selvagens e, certamente, a educação para a não domesticação será apenas um sonho e a educação, um processo a mais, que nos desumaniza e embrutece.
    O currículo escolar é estruturado por disciplinas e o seu conteúdo é selecionado pelas coordenações pedagógicas, pelos livros didáticos, enfim, por uma “inteligência”, que define os saberes úteis e a seqüência em que devem ser ensinados na escola. Isso é o que chamamos de domesticação, pois essa “inteligência” visa somente ensinar o que é válido para o capitalismo, para manter seu status, para que os alunos que saiam da escola sejam completamente moldados de acordo com seus interesses. O conhecimento transmitido pelos professores corresponde a verdades prontas, absolutas, imutáveis e reprovam-se os alunos que tentam vencer a subordinação intelectual. Com esse perfil organizacional, falar em não domesticação faz com que o espaço escolar seja invadido e todos os seus domínios tomados de assalto. A escola e o sistema capitalista se sentem ameaçados por tudo que criaram para se protegerem da vida que existe para além de seus muros e paredes – novos saberes, novos alunos, novas pessoas, outras maneiras de resolver problemas, formas de contestar e transgredir esse projeto educativo e de sociedade vigentes.


    De fato, a escola se entupiu de formalismo da racionalidade e cindiu-se em modalidades de ensino, tipos de serviços, grades curriculares, burocracia. Uma ruptura de base em sua estrutura organizacional é uma saída para que ela e a sociedade possam fluir. Diante disso, a escola não pode continuar ignorando o que acontece ao seu redor, anulando e marginalizando as diferenças nos processos por meio dos quais, forma e instrui os alunos. E muito menos desconhecer que aprender implica em representar o mundo, e não apenas reproduzir esses valores escrotos do capitalismo. Na aceitação desses valores dá-se a domesticação, e manifesta-se das maneiras mais diversas e perversas, e quase sempre o que está em jogo é a manutenção do status da sociedade e dos interesses do capital, além também da ignorância do aluno, diante dos padrões impostos por tal. Ocorre que a escola se democratizou apenas para a elite, excluindo os que ignoram o conhecimento que ela valoriza e, assim, entende que democratização é massificação de ensino, e não cria a possibilidade de diálogo entre diferentes lugares epistemológicos, não se abrindo para opiniões que não cabem dentro dela. Os sistemas escolares estão montados a partir de um pensamento que recorta a realidade, que permite subdividir os alunos. A lógica dessa organização é marcada por uma visão determinista, mecanicista, formalista, reducionista própria do capitalismo, que ignora o subjetivo, o afetivo, sem os quais não conseguimos romper com o velho modelo, para produzir a reviravolta.
    É certo que as relações de poder presidem a produção das diferenças na escola, mas a partir de uma lógica que não mais se baseia na igualdade, como categoria assegurada por princípios liberais, inventada e decretada, a priori, e que trata a realidade escolar com a ilusão da homogeneidade, promovendo e justificando a fragmentação do ensino em disciplinas, modalidades de ensino regular, hierarquias de conhecimento (como vemos com a matemática que reina absoluta). Ao nos referirmos, hoje, a uma cultura global e globalização, parece contraditória a luta de grupos minoritários por uma política identitária, pelo reconhecimento de suas raízes, como fazem os negros, as mulheres, os homossexuais. Há, pois um sentimento de busca das raízes e de afirmação das diferenças. Devido a isso, contesta-se hoje a modernidade nessa sua aversão pela diferença. Nem tudo deve ser igual...
    Se o que pretendemos é que a escola não domestique para o capital, é urgente que seus planos se redefinam para uma educação voltada para a cidadania global, plena, livre de preconceitos e que reconheça e valorize as diferenças. Chegamos a um impasse, pois para se reformar a instituição temos de reformar as mentes, mas não pode reformar as mentes sem uma prévia reforma das instituições. Os subterfúgios teóricos que distorcem propositalmente o conceito de não domesticação, de não reprodução do capital, condicionada a capacidade intelectual, social e cultural dos alunos, para atender as expectativas e exigências da escola precisam cair por terra, porque sabemos que podemos refazer a educação escolar, seguindo novos paradigmas, preceitos e ferramentas, desconstruindo a máquina obsoleta que dinamiza a escola, os conceitos sobre os quais ela se fundamenta e os pilares teórico-metodológicos em que ela se sustenta. (Autor desconhecido)


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