Cada palavra cansa mais e mais, até se tornar absolutamente insuportável o simples estar ali. Não dá mais. Um formigueiro percorre as minhas - as nossas! - pernas, num pedido sufocado, implorando que saiamos dali, que nos levantemos e fujamos. O calor do sol é triplicado ao passar pelos vidros das janelas, vidros que impedem aquela brisa, que torna os dias solarengos suportáveis, de entrar. As costas derretem. Tantas palavras ocas... Nasce um grito em mim, de bem dentro, percorre-me, seguido de um arrepio da espinha... Quero soltá-lo, libertar-me de tudo aquilo e voltar, então, ao normal. Não posso. Guardo-o, com tantos outros gritos por gritar.E espero um outro grito libertador...
Nenhum comentário:
Postar um comentário